Como a PNL pode ajudar a ser um melhor pai?

Como a PNL pode ajudar a ser um melhor pai?

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Um dos processos psicológicos mais complexos, na minha opinião, é o de educar pessoas. Isto se deve à dificuldade em estabelecermos qual seria a melhor postura para adotarmos em relação a educação dos filhos. Como podemos nos comportar no sentido de orientá-los sem, no entanto, criar um delimitador negativo, e respeitarmos a individualidade deles, mas sem criar um conflito de liberdade no pensamento ou na sua forma de agir?

Fui professor por mais de trinta anos e vejo, também, na minha experiência em consultório como psicoterapeuta, as consequências tanto de uma boa como de uma má educação, na mente dos indivíduos. Vejo que grandes conflitos se originam a partir disso, e podem gerar grandes traumas psicológicos, especialmente a nível de identidade das pessoas.

Parto do princípio que todos nós, como pais, erramos, pois queremos o melhor para os nossos filhos. Mas saber diferenciar o que é melhor para eles, enquanto indivíduos, e para nós, que tivemos nossa vivência acertando e errando nas nossas próprias escolhas, é um processo mais complexo de definição e orientação. Sei que errei na educação de meus filhos e não encaro isso como um fracasso, e sim como um feedback, pois através dos meus erros, fui buscando acertar e aperfeiçoar meus pensamentos e atitudes com eles.

Penso que ter filhos é um presente divino, é como se o seu espírito estivesse perpetuado no Universo. Saber que sua a Luz Divina está fazendo parte de outras pessoas no mundo e que podemos passá-la adiante nesse processo multiplicador da vida é algo indescritível e bate numa frase bíblica célebre – que Deus nos fez a sua semelhança – e, na minha percepção, no nosso espírito. Este texto eu homenageio aos meus queridos filhos Tatiana e Leonardo, que estão sendo meus grandes companheiros nessa caminhada da vida e de aprendizado, pois junto a eles aprendi, e continuo aprendendo muito a ser um pai melhor.

Poderia, em sequência, exemplificar através de conceitos da PNL o que procuro fazer na minha caminhada em busca de ser um melhor pai e educador. Começaria falando sobre algo que julgo fundamental: a empatia nas relações com nossos filhos. Sempre procurei respeitar muito a individualidade deles sem impor algo. Neste processo, o mais difícil é se colocar no lugar deles e tentar perceber o que seria respeitador às suas individualidades sem frustrá-los desnecessariamente, dificultando que eles mesmos seguissem seu desenvolvimento psicológico. Nem todas as pessoas compartilham o mesmo ponto de vista sobre as coisas. Muitas vezes ficamos presos às nossas percepções de mundo e não nos damos conta de que temos pontos cegos diante de uma determinada situação. Já dizia Leonardo Boff, “todo ponto de vista é apenas a vista de um ponto”, uma única perspectiva daquela situação, um único ângulo. Um pressuposto da PNL é o de que o mapa não é o território, ou seja, o que vemos diante de nós não é a realidade em si, e sim um frame, um pedaço dessa realidade da forma pela qual nós a compreendemos. Não existe uma perspectiva correta, todas elas são válidas e, ao mesmo tempo, limitadas. A PNL observou três perspectivas, que ela chama de “Posições Perceptivas”, ou seja, três diferentes formas de observar o mundo ao nosso redor.

A primeira posição perceptiva diz respeito à sua própria realidade, associada aos seus valores e ao que você acredita, sua própria visão de qualquer situação. Já a segunda posição perceptiva é a base da empatia e do rapport, segundo Joseph O’Connor. Seria observar a situação e compreendê-la a partir do ponto de vista da outra pessoa, de acordo com os valores e pensamentos dela, procurando deixar de lado os seus próprios julgamentos na primeira posição. E, por fim, a terceira posição perceptiva considera um ponto de vista mais distante, uma perspectiva onde você deixa de lado a sua visão e a visão do outro e observa a situação de fora, onde você terá uma perspectiva mais ampla sobre a situação.

Então, voltando a falar sobre a empatia nas relações com nossos filhos, talvez aí seja um grande entrave, pois você teria que ir para lugar deles, entrando na 2ª posição perceptiva, e depois sair e ir para uma 3ª posição para ser o mais neutro e criar um diálogo que seja orientador nos mapas mentais deles, para que possamos chegar a um denominador comum.

Nessa hora, eu me lembro da minha querida amiga e monitora do CIH, Ângela Gondim, quando ela me narrava que via a facilidade com a qual faço sintonia com as crianças, pois percebia que a minha criança interior entrava em sintonia com as crianças ao meu redor e, dessa forma, se instalava o rapport. Esta prática eu aprendi com o Dr. Milton Erickson que, quando questionado de como conseguia fazer um estado de transe em 20 segundos, respondia: “eu não sei, só sei que a minha mente inconsciente se sintoniza com a mente inconsciente da pessoa e se instala o estado de transe”.

Ser pai é criar um processo de comunicação bilateral, onde seja possível passar sua mensagem na linguagem dos filhos e, ao mesmo tempo, deixá-los cientes que são importantes do jeito deles e não só do jeito que nós gostaríamos que eles fossem. Outro fator importante é estar presente e disponível para eles em cada momento que eles necessitarem, não só materialmente, mas  emocionalmente e psicologicamente, mesmo que eles tenham feito algo que aparentemente possa soar como errado em nossos mapas mentais como pais. É o que chamamos de aceitação incondicional, pois nesses momentos são as situações que eles mais precisam de um pai amoroso, acolhedor, respeitoso e orientador, pois de acordo com o princípio do rapport na PNL, é necessário acompanhar para depois conduzir, e ajudá-los com um amor incondicional.

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